Paula Cosentino
Beijos molhados,
Olhar enfeitiçado.
Corpo Dominante,
Voz Ofegante.
Grita meu nome,
Diz que me ama.
Sente saudade.
Nosso Amor é verdade.
Um anjo endiabrado.
Um ladrão autorizado.
O anjo me fascina,
O ladrão me domina.
Fale o que quiser,
Pense o que eu quero.
Sinta sede de mim,
A minha fome é de você.
Deitada na cama, o livro prendia cada segundo da minha atenção. Nos últimos temos eu me distraia com facilidade, nada mais fazia com que eu me concentrasse por completo, menos esse livro, a historia me amarrava e fazia eu me sentir parte dela, era um jeito de não pensar nele. Eu queria falar com, ouvir a voz dele não podia, parecia que quando estávamos longe, ele não era real, era só um sonho. Eu joguei o livro no chão, porque eu não parava de pensar naquela pessoa tão... tão... ah... ele era tudo pra mim. Lembrei-me que quando tínhamos estado juntos de manha, e eu o havia visto de manha mas não tinha certeza quando o veria de novo, isso me sufocava, ele havia deixado uma marca em mim, não uma marca ruim ou algo assim, era uma marca de namorados. Corri ate o banheiro com a esperança de que ainda estivesse lá, não podia ter sido um sonho que estivéssemos rolando juntos ali há algumas horas. Estava lá, como eu imaginei, mas não foi a felicidade que me tomou no mesmo segundo, foi uma pontada que misturava alegria e tristeza. Ele não estava mais ali e não tinha nada que eu pudesse fazer a não ser lembrar de seu cheiro, do peso do seu corpo, de cada curva que eu acariciava em seu peito, das linhas no seu rosto, pra mim, perfeito. A saudade me corroia como veneno e a perturbação feliz de que ele esteve ali me tocando, nesse momento eu era uma antítese, um paradoxo apaixonado.