
Quando se está em uma roda de amigos, não interessa se na praia, em um churrasco ou numa reunião de trabalho, sempre tem alguém que está bebendo sangue para se misturar ao álcool nas veias, e é sempre esse que cita o assunto que da briga. A discussão começa quando o indivíduo alterado se recorda de algo que leu ou viu nesse dia sobre: política, futebol ou religião, e segue o fato com um comentário altamente construtivo do tipo: “esses padres são uns filhos da puta mesmo, não querem que todo mundo use camisinha pra pegar AIDS, se eles não podem fazer sexo, querem que todo mundo morra!”, “O flamengo tem uma zaga excepcional, eu sei que nunca vai ser rebaixado porque é o melhor time do mundo” e a ultima e não menos provocativa: “Eu votei no Lula, só que eu achava que ele podia deixar o governo pelo menos nota nove né?”. Os assuntos proibidos são proibidos porque não existe maturidade intelectual, e não existe ego que suporte que o contraio de suas idéias sejam estabelecidas. As discussões não são, se você perceber, porque uma pessoa quer que sua idéia prevaleça, na maioria dos casos, a pessoa defende seus ideais para ela mesma não se sentir enganada, errada. Imagine que você tenha que admitir em meio a colegas, familiares ou até desconhecidos que seu time realmente não jogou nada esse ano, que tudo que aconteceu foi merecido, que o rebaixamento era o melhor lugar pra você, NENHUM torcedor de verdade deixa que sua auto-estima seja pisada, não quer que as pessoas a sua voltem virem a casaca, ou falem que o título brasileiro era perfeito pra você, só quer que ninguém diga: fracassado. A política muitas vezes decidida no soco, podia ser resolvida com uma analise sistemática do governo, sem as teorias mirabolantes colocadas na mesa, tipo: “ Se o JURANCINTO DA PARAIBA não tivesse se aliado ao...”, cada um tem sua idéia política, mas vivemos numa democracia, hipotética, mas vivemos, e temos a obrigação de aceitar a opinião alheia. As religiões, eu já escrevi sobre elas uma vez, mas acho que não se deve discutir nada disso em lugar nenhum, porque uma coisa todos tem em comum, representa o sagrado. Por fim posso concluir que TODOS os barracos nos levam ao sobrenome de todo o homem: insegurança.



