Ele perguntou: “Jura por Deus?”, eu respondi: “Juro, mas eu não acredito em Deus!”. Tão agressivo falar isso né? Parece que você menospreza o que 50% das pessoas vivem para idolatrar, mas a minha dúvida é se elas acreditam porque a fé chama ou se é mais uma imposição da sociedade. Os jovens a minha volta se dividem em: “Sou ateu porque é moda”, “Sou católico, mas não sei onde é a Igreja mais perto da minha casa” e a ultima, mas não menos importante “Sou de outra religião porque ser diferente é cool”. Talvez eu esteja generalizando, até porque eu sou um a parte, a pergunta é porque eu não sigo um padrão globalizado como todos os outros robôs que me rodeiam? A sociedade não reconhece, mas o homem é um ser fraco, um ser que desde sempre tenta explicar sua origem, como não consegue o seu subconsciente cria a idéia de algo grandioso e superior que possa ter gerado o que ele não explica, seria uma criação fantástica considerada plausível para contar para crianças, mas em meio disso, se afunda e se envolve. Alguns chamam essa força de Shiva, Alá, Deus, energia, supremacia, cosmos, ou seja, lá o que for, mas resumindo, todas as religiões são a mesma coisa, todas tentam explicar o que não entra na nossa mente. Não critico ninguém por isso, acho até que quem sofre mais preconceito é o ateu, o cético, o inrotulado, mas a nossa espécie podia tentar parar de explicar o passado, o que não cabe na sua simplória existência e viver o momento, aproveitar enquanto é tempo, porque se tem algo comprovado e indiscutível é que essa consciência, nesse corpo, nessa posição a gente só tem uma vez, em uma encarnação. Não digo que o certo é esquecer o que nos trouxe aqui, mas o legal seria pensar o “porque” e isso a gente só descobre se lançando na vida, dando as mãos ao destino, inquestionavelmente existente.
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